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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Elocubrações sobre "estar junto"


Relacionamento é uma parada difícil.
A gente não sabe bem quando deve ceder, quando deve seguir.

Não sabe bem o que é certo fazer, o que certo aceitar.

Não sei, fico pensando que amar alguém é abdicar de certos pedaços de si.

Porque vc se torna um nós.
E abrir mão desses pedaços passa a ser algo valoroso, e indispensável. E quando o outro não faz isso por vc, a vida fica sem brilho.
Eu acho que amor tem que ser incondicional, acho que tem que ser fazer de tudo para alegrar o ser amado.

Tudo menos virar palhaço de circo. E às vezes virar palhaço de circo, só pra rir de si mesmo.

Algo que faça o outro feliz, não pode causar tanta dor e aborrecimento.
Pq a felicidade do outro passa a ser a sua felicidade.
Seria simples, se não fosse tão complicado. Sim, é uma frase idiota.

Mas tão verdadeira.

Porque cada um tem suas particularidades, e peculiaridades.

Cada um interpreta a relação como quer. E ama como sabe, ou pode.
Nem sempre é o que se quer, mas é o que se tem.
E está longe da perfeição.

Será muito utópico desejar um pouquinho de atenção?

Não sei, não.

terça-feira, 17 de março de 2009

Tentando entender minha vida, ou minha cabeça...

O post anterior fala muito sobre mim, mais do que eu tinha percebido antes.
Volver a los 17.
Acho que isso que tenho feito, ou acho que tenho feito nos últimos tempos.

Tentando recuperar minha juventude.
Tentando ter 22 de novo, beber, sair, zoar, mas não dá certo.
Eu tenho 32 anos, e o que quero pra minha vida já está quase 98% formatado em idéias.
Essas pessoas mal tem idéia da carreira que querem seguir (com poucas e queridas exceções).
Me sinto uma perfeita estranha, num mundo onde eu era referência de afeto.
Onde eu era querida.
Eu não sei que cargas d'água eu pensei, ao achar que daria certo.
Saí machucada, machucando (ou não, sei lá da sensibilidade alheia) e, como sempre, decepcionada.
Eu espero demais dos outros, porque na verdade eu não os conheço realmente.
E quando os conheço, eles fogem tão absurdamente do padrão que criei na minha cabeça, que me assusto.
E só tenho vontade de sumir.
Sei que sou chata, repetitiva, não esqueço de nada facilmente.
Mas nunca impus a minha vida, a minha necessidade sobre a do outro.
Se fiz, nunca percebi, e nunca me chamaram atenção pra isso. Com exceção, claro, do meu casamento, que teve seus altos e baixos como qualquer um.
Sempre estive disponível, sou até boba, e fácil de enganar.
Tudo isso porque trago no peito uma vontade e capacidade de amar imensa, que chega a ser maior do que eu.
Só quero amar, e sinceramente, tá mais que na hora de ser amada.
Com dignidade.

Fui.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Feita de flores



Pelo amor que tenho em mim...
Sigo.
Sinuosamente iluminada.
Matreira.
E perigosamente viva.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O Mito de Pandora


Zeus – o deus supremo da mitologia grega - é fruto de uma complicada teogonia que se assemelha à genealogia humana. Bravo e vingativo, o deus dos gregos casou-se inúmeras vezes gerando uma sucessão de deuses menores: Apolo, Hebe, Hermes, as Musas, etc.
Diz-se do estranho chefe do Olimpo que havia ódio em seu coração e que tinha prazer em castigar os homens. E que certa vez, para vingar-se de certo humano de nome Prometeu que roubara uma faísca do sol para com ela iluminar a inteligência humana, o mal humorado superintendente celeste resolve castigá-los fazendo-os perder-se para sempre por meio de uma mulher extremamente bela, detentora de todos os dons, Pandora, a primeira mulher!
Ela é criada e enviada para Epimeteu (o que vê depois), embora Prometeu (o previdente) houvesse aconselhado seu irmão a não aceitar nenhum presente de Zeus de quem desconfiava muito. Ela traz consigo do Olimpo um presente de núpcias para Epimeteu: uma arca de ouro hermeticamente fechada.
Segundo Hesíodo, o poeta camponês, Pandora teria aberto a caixa levada pela curiosidade feminina de onde saem todas as desgraças e calamidades para os homens que viviam tranqüilos e felizes até então. Ao fechá-la, depois, rapidamente, conseguiu prender em seu interior a esperança que por séculos ficaria encerrada como uma promessa de retorno aos felizes e ditosos tempos da infância da espécie humana sobre a Terra.
A curiosa lenda traz consigo muitos aspectos interessantes relacionados com outras lendas e crendices que fazem parte de outras culturas e com muitos preconceitos que até hoje existem.
Sobre a curiosidade da primeira mulher, que muito tem a ver com a indiscrição (e que não é somente feminina), e as conseqüências desastrosas de um defeito tão generalizado, pode-se dizer que na história real do ser humano essa curiosidade transformou-se num terrível defeito que tem causado muitas desgraças e calamidades. A curiosidade conduz ao intrometimento, à indiscrição, à superficialidade, à vulgaridade, ao efêmero. Compreensível no homem pré-histórico e nas crianças, que de certa forma reproduzem a evolução da espécie desde os primeiros tempos, e também nos homens de ciência em suas investigações, é inaceitável para o homem de hoje quando o torna distante de si mesmo, atento a tudo quanto ocorre ao seu redor, mas alheio ao que ocorre com ele próprio, com sua própria pessoa.
O mito de Pandora pode nos levar a muitas conclusões: desde a inutilidade de um deus vingativo até a necessidade humana de transcender estados inferiores de evolução, passando, também, pela necessidade de rever os preconceitos que existem em relação à mulher cuja graça e beleza não poderia nunca ser o invólucro do pecado e da desgraça especialmente encomendados por um Zeus duvidoso.
A esperança, providencialmente encerrada na caixa de Pandora, residiria na possibilidade da superação das condições humanas a partir da evolução pessoal de cada indivíduo que sentisse a necessidade de construir um mundo melhor para si mesmo e para a humanidade do futuro.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


Eu preciso sorrir.
Lembrar de como era sorrir livremente.
Parar de me preocupar se isso vai incomodar alguém.
Foda-se quem não gosta de sorrir, ou não gosta do meu sorriso.
Cansei de ficar sendo tolhida por mentes inacabadas, pedantes e estúpidas.
Cansei de ficar nas coxias da minha própria vida.
Esse é o MEU palco.
Esse é o MEU show.
Os incomodados queiram se retirar, por favor?
Estou tomando minha vida nas mãos novamente, e quem não for capaz de aguentar, rasgue-se.
PRECISO VIVER!